Construí uma fortaleza para me proteger daqueles que eu achava que me faziam ou que me fariam mal. Levantei altos muros de indiferença.
Muros estes, feitos com vários e vários tijolos de grosseria, de olhares atravessados, comentários maldosos e sarcásticos.
Rodeei essa fortaleza com um lago enorme de silêncio, mas que de vez em quando, saltavam de dentro desse lago, enormes e assustadoras críticas, chingamentos, agressões gratuitas, afim de surpreender quem tentasse penetrar em meu silêncio.
Essa fortaleza, aparentemente, me protegeu durante muitos anos. E, era tão forte, que cheguei a pensar que poderia viver assim pra sempre. Mas, um dia senti curiosidade em saber como estava o "mundo lá fora". Nossa! Como era assustador! Porém, ainda sim, estava decidida a entender o que tanto eu temia, e me lancei ao mundo.
No começo, até que me diverti, tinha tanto o que se fazer... tantas formas de se divertir, tantas pessoas engraçadas, tanta variedade de coisas que eu não conhecia... Me encantei com tudo aquilo. Me envolvi, me encantei, e me perdi... e por pouco, quase não me encontrei...
Senti como de repente a noite caísse, e tudo a minha volta se escurecesse... A escuridão pra mim nunca foi um problema, afinal, ela escondia tudo o que eu temia, o que eu não gostava, e "o que os olhos não vêem o coração não sente"...
De repente, a diversão, o encanto, a graça, deram lugar a brigas, traições, morte... Senti falta de minha fortaleza... Lá era escuro, frio, mas era algo que eu conhecia e não me assustava mais, até por que é muito mais cômodo você ficar com aquilo que não é tão bom, mas pelo menos é algo que você conhece...
Na tentativa de me esconder, acabei dando de cara com algo que quase acabou comigo, um "quadro".. Mas não era um quadro qualquer, era algo que eu havia proibido em meu castelo, visto que a imagem que estava naquele "quadro" era terrível pra mim; algo que eu simplesmente não tinha coragem de olhar... e corri, corri o máximo que pude... Aquele mundo não me satisfazia mais... Toda aquela diversão era tão falsa pra mim, tão distante do que eu sou... Mas, o que eu sou?
Enquanto fugia, pude avistar algo conhecido... minha fortaleza! Parecia um pouco diferente do era, mas já se passou muito tempo de quando sai dela, e isso não me importava, pois estava segura outra vez... Longe das falsas alegrias, e de voltas as minhas tristezas verdadeiras...
Mas, o que houve? Meu lago de silêncio não é mais o mesmo... Não liguei, e entrei, me tranquei na minha fortaleza acreditando que tudo voltaria a ser como antes... Eu estava errada!
O que antes era um refúgio, uma fortaleza forte e protetora, se tornou uma prisão terrível... Por conta dos muros fortalecidos por grosserias, e comentários maldosos e sarcásticos, não conseguia mais sair. Tão pouco pude pedir ajuda, pois meus gritos e choro não podiam chegar até fora dos arredores da fortaleza, por conta do lago em volta dela.. o silêncio era profundo demais para que alguém pudesse atravessá-lo... E ninguém seria capaz de enfrentar as enormes e assustadoras críticas, agressões, e chingamentos, para tentar me salvar... E agora? O que vou fazer? O que fazer quando aquilo que antes era seguro, era refúgio, era paz, vira um inferno... Estou só? Não sei...
domingo, 25 de novembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
E lá
vem essa sensação outra vez... Sensação de vazio. As coisas que gosto, já não
tem o mesmo gosto. As músicas que me faziam sorrir ou até chorar, que tocavam
meu coração de alguma forma, hoje não passam de simples músicas.
Sinto
como se nada mais tivesse um sentido, um propósito, um “por quê”.
Não me
sinto mais a mesma!
A
indiferença tomou conta de mim, de repente. Não consigo mais me sentir tocada
com os problemas daqueles a quem amo. Lhes direcionar palavras motivadoras, um
olhar mais carinhoso.
Um
forte cansaço se abate em minha mente, em meu corpo, e é como se isso também me
fizesse ficar cansada de imaginar, de sonhar, de viver...
Ontem,
ao voltar pra casa, vi um grupo de jovens bebendo vinho, fazendo uma pequena
bagunça, rindo, e fazendo brincadeiras uns com os outros, e isso me fez lembrar
tantas coisas... Por um pequeno instante, senti falta da época que passava
noites em claro em boates, bebendo, dançando, cantando, curtindo a minha “falsa
alegria”...
É
triste sentir falta de ficar bêbada, rs...
Espero
que meu sorriso não demore a voltar, se é que algum dia ele realmente, esteve
comigo... Hoje, talvez por conta da depressão, não sei se todos os momentos de
alegria que tive foram tão verdadeiros quanto eu queria que fossem...
sábado, 29 de setembro de 2012
A vida é como um quebra-cabeças de 2000 mil peças, por mais que tentemos montar (ou resolver) tudo sozinhos, e de imediato, não conseguiremos. Sempre se faz necessário parar, pensar, olhar com atenção todas as peças que temos a disposição, para então encaixarmos com calma.
E, ás vezes, nem toda pessoa que, aparentemente, se coloca a disposição para ajudar, consegue. Dependendo da situação, ou em que pé esteja seu "quebra-cabeça" da vida, acaba até atrapalhando. Mas, ainda sim, não devemos nos fechar àjuda que possa vir, basta pedirmos ajuda as pessoas certas, afinal, quem olha de fora o nosso quebra-cabeça (ou problema), tem uma nova ótica, que possa fazer com que vejamos soluções que não vimos antes.
Ninguém faz nada sozinho! Por mais que pensemos que tudo sai melhor quando nós o fazemos, ainda precisamos dos outros, nem que seja pra dizer que podemos fazer sozinhos..
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Sabe o que eu quero? Eu quero um dia de sol gostoso pra ir a praia, tomar banho de piscina, e secar roupa que botei pra lavar..rsrs.. Quero um dia de chuva, pra ficar deitadinha na cama agarrada com meu amor, tomando um vinho, vendo um filme...
Eu, simplesmente, quero tempo!
Seja ele como for... Por que é forma que aproveitamos ele que o faz ficar bom...
Reclamar do tempo (clima), não vai ajudar ele a ficar bom, o ideal é tentar enxergar um meio para que ele se torne algo a seu favor.
Eu, simplesmente, quero tempo!
Seja ele como for... Por que é forma que aproveitamos ele que o faz ficar bom...
Reclamar do tempo (clima), não vai ajudar ele a ficar bom, o ideal é tentar enxergar um meio para que ele se torne algo a seu favor.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Engraçado...
Descobri que só consigo escrever quando estou muito deprimida.
Observando-me, também acabei descobrindo, que quanto pior eu estou me
sentindo, melhor eu me sinto quando ajudo outra pessoa. É tão estranho! Por que
vivo dizendo pra todos, e até pra mim mesma, que não suporto as pessoas, com
seus jeitinhos fúteis, com sua ignorância, com sua mesmice, com o terrível “dom”
de me irritar... Mas, mesmo assim, minha maior alegria, é quando faço algo por
alguém.
A satisfação que tenho quando ajudo outra pessoa, é tão boa, quanto à
de ser ajudado. Sinto-me bem, por fazer o bem, e isso pra mim soa tão estranho,
e ainda não entendo o por quê? Talvez, a visão que tenho de mim mesma a tantos
anos, esteja contrastando de forma muito forte com a visão que as pessoas tem
de mim. É tão estranho passar por cima dos meus problemas e sem “pestanejar”, e me colocar a disposição de outra pessoa.
sábado, 28 de janeiro de 2012

Mais uma noite de lágrimas...
Mas, do que posso reclamar?
São minhas "companheiras" dos momentos mais importantes.
Os de extrema alegria, e também, naqueles de grande dor...
Na solidão me fazem companhia...
Na tristeza, fogem pelos meus olhos, e acariciam meu rosto, afim de que, com esse "afago", me tragam algum conforto...
Olhos inchados, e no rosto, marca de "pequenos rios" alimentados por uma chuva de tristezas...
Acho que posso dormir, enfim, temporariamente, entorpecida pela melancolia; hipnotizada pela sonolência do "pós-choro"... levemente, tranquilizada com doses de "vai dar tudo certo", "amanhã é outro dia", "nada como um dia após o outro"...
E assim vamos levando a vidinha medíocre, com falsas alegrias, sonhando com o dia que elas sejam verdadeiras, e com saudades da verdadeira alegria que se foi, se é que um dia ela existiu...
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